terça-feira, 28 de junho de 2011

Sabor de Infância: Pudim de Aipim

Esse pudim é muito especial pra mim. Seu sabor esteve presente em toda minha infância, era a sobremesa preferida do meu pai. Com 10 anos de idade, eu já podia preparar sozinha algumas receitas e essa foi uma das primeiras. Inesquecível a expressão de felicidade e satisfação do meu pai ao saborear o pudim que eu havia preparado.

Sabores e aromas nos transportam para a infância, isso é bom demais!

Pudim de Aipim

Pudim de Aipim

Rendimento: 16 porções

Ingredientes:

Aipim descascado 1 kg

Ovos 4 unidades

Leite integral 900 ml

Leite condensado 300 ml

Creme de leite 300 ml

Coco fresco ralado 150 g

Calda:

Açúcar refinado 200 g

Água 100 ml

Modo de Preparo:

1. Calda clara: Misture a água com o açúcar, leve ao fogo baixo sem mexer

para não açucarar, durante o cozimento passe um pincel com água na

borda da panela para retirar os cristais que se formam. O tempo de cozimento

é de 6 minutos. Apague o fogo, espalhe a calda na forma de pudim.

2. Corte o aipim em cubos pequenos.

3. Coloque no liquidificador com o leite integral, os ovos, o creme de leite, o

leite condensado e o coco. Bater até obter um creme homogêneo.

4. Coloque o creme de aipim na forma já caramelizada.

5. Leve ao forno a 190ªC em banho maria por 45 minutos.

6. Desenforme morno. Sirva polvilhado com canela em pó.

Pudim de Aipim

domingo, 30 de janeiro de 2011

Bife: o sabor poderoso da infância

Todo mundo tem uma receita do “bifinho” de infância. E cada receita tem uma história. Uns contam que comiam o bife da madrinha e se sentiam mais fortes, outros falam que o bifinho da avó era o mais gostoso do mundo. As lembranças do cheiro do bife que minha mãe preparava me deixam feliz da vida. Todas essas histórias tem em comum as lembranças saborosas das comidas que confortavam, curavam e alegravam a nossa infância. 

sabores da infância

Como se prepara esse prato tão delicioso e importante? Bora aprender?

 Bife da Vovó

Rendimento: 4 porções

Ingredientes:

Filé mignon  700 g

Manteiga sem sal  100 g

Pimenta do reino branca  a gosto

Sal refinado  a gosto

Modo de Preparo:

1. Corte filé em bifes no sentido contrário das fibras. 

2. Aqueça a manteiga na frigideira.

3. Sele* o filé de um lado por 3 a 4 minutos, vire tempere com sal e pimenta,

deixe o outro lado selar, vire e tempere com sal e pimenta.

4. Sirva a seguir.

Dica: Nunca coloque mais que dois filés por frigideira.

*Selar a carne é um processo importante para garantir a maciez e suculência (umidade) da carne. Selar significa dourar a superfície da carne rapidamente em uma superfície bem aquecida (frigideira ou grelha), evitando a perda dos sucos naturais da carne e o ressecamento.

bifinho da vovó

Chef Cris Leite

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Sabores Juninos

Pé-de- Moleque

O pé-de-moleque é um doce original da culinária brasileira, surgiu no século XVI com a chegada da cana de açúcar ao Brasil. É um dos doces mais apreciados no país, é consumido, principalmente, nas festas juninas.

Pe_de_moleque 

Pé de Moleque

Equipamentos

Balança, fogão.

Utensílios

Bowl, colher, espátula, faca, panela.

Rendimento 30 porções

Ingredientes

Quantidade

Rapadura

1 kg

Amendoim torrado sem pele

1 kg

Leite integral

200 ml

Creme de Leite fresco

100 ml

Manteiga sem sal

40 g para untar a bancada

Modo de Preparo:

1. Corte a rapadura em pequenos pedaços com uma faca de serra sobre uma tábua limpa e seca.

2. Misture o leite integral com o creme de leite.

3. Leve ao fogo a rapadura cortada com o leite misturado, mexa sem parar até que derreta por completo.

4. Quando a mistura estiver fervendo vai formar uma espuma grossa junte o amendoim de uma só vez. Diminua a chama do fogão.

5. Bata bem até que o doce comece a esfriar e endurecer.

6. Despeje sobre uma superfície untada com manteiga, acerte bem com uma espátula.

7. Corte, deixe esfriar e para guardar em recipiente com tampa.

8. A textura desse pé-de-moleque é macia.Pé de Moleque   Chef Cris Leite

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Sabores Juninos

Tenho ótimas lembranças das festas juninas da minha infância. Adorava vender votos para ser eleita Sinhazinha, amava dançar quadrilha, vestir caipira, pular  fogueira…

Festas Juninas

Aquele cheiro de canjica, de bolo de fubá, de churrasquinho, de milho verde, de paçoca, quentão, pé de moleque, arroz doce, batata doce assada, maçã do amor, tudo isso misturado ao frio do mês de junho. Ai que delícia!

Canjica

Equipamentos

Balança, fogão.

Utensílios

Bowl, colher, panela de pressão, peneira.

Rendimento 12 porções

Ingredientes

Quantidade

Milho de canjica

500 g

Leite integral

1 litro

Leite condensado

400 g

Leite de coco

200 ml

Canela em pau

2 unidades

Cravo da Índia

2 unidades

Sal refinado

2 g

Modo de Preparo:
1. Cate a canjica para retirar grãos estragados, Lave lave bem numa peneira e ponha de molho por 12 horas numa tigela com água o suficiente para cobrir todos os grãos.
2. Escorra a água, lave a canjica e coloque na panela de pressão com água. Cozinhe por 30 minutos.
3. Depois que a canjica estiver cozida, acrescente o leite, o leite de coco, o leite condensado, a canela em pau, o cravo e o sal. 
4. Misture tudo e deixe ferver em fogo baixo. Mexa de vez em quando para não agarrar no fundo da panela. Sirva quente.
canjica Chef Cris Leite

sábado, 24 de abril de 2010

Bolo de Aipim…Humm!

Café da tarde com bolo de aipim, pode ser melhor? Pode! Se for na casa da minha mãe. Esse bolo faz parte da coleção de sabores especiais da minha infância. Ai que saudade desse sabor de felicidade, desse sabor de infância! 

bolo de aipim com coco

Bolo de Aipim com Coco

Equipamentos

Balança, batedeira, forno, liquidificador.

Utensílios

Bowl, colher, faca, forma.

Rendimento 12 porções

Ingredientes

Quantidade

Aipim descascado

600 g

Leite de coco

200 ml

Açúcar cristal

300 g

Coco ralado

150 g

Ovos

3 unidades

Manteiga sem sal

120 g

Fermento químico

10 g

Sal refinado

3 g

Leite integral fervente p/ regar

60 ml

Coco ralado p/ decorar

70 g

Manteiga para untar

30 g

Farinha de trigo

30 g

Modo de Preparo:

1. Corte o aipim em cubos pequenos e coloque no liquidificador com o leite de coco,  bater até que o aipim esteja  totalmente triturado. Reserve.

2. Na batedeira coloque o açúcar e o ovos. Bater até obter um creme, junte a manteiga e o coco.

3. Adicione o aipim triturado, o sal e o fermento.

4. Unte e enfarinhe a forma, coloque a massa.

5. Leve o bolo ao forno a 180°C por 40 minutos.

6. Quando estiver assado retire do forno ainda quente, regue o bolo com o leite fervente. Desenforme morno, polvilhe com o coco ralado.

bolo de aipim cortado

Chef Cris Leite

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Salame de Chocolate da Vó Araci

Comidinhas que as avós preparam contribuem muito para a formação de um indivíduo. “Ai, a comida da minha avó!” Falamos essa frase toda vez que esses sabores nos faz viajar. Lembranças de um tempo com gosto de alegria de infância.

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Essa receita de salame de chocolate é da Vó Araci. Uma senhora de 83 anos (muito fofa) que torna a vida de toda a família mais saborosa. Ela é avó do meu marido. Prepara tantas comidinhas deliciosas que foi difícil selecionar uma. Fiz uma votação entre os netos, não resolveu: cada um queria uma em especial.  Escolhi esse salame pra aguçar a memória gastronômica dos netos da Vó Araci, e, também de todos os que comeram salame de chocolate na infância.

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Salame de Chocolate da Vó Araci

Utensílios

Bowl, colher, faca, panela..

Equipamentos

Balança analítica, fogão, geladeira, processador.

Rendimento 12 porções

Ingredientes

Quantidade

Biscoito Maria

390 g

Chocolate meio amargo

220 g

Chocolate em pó

100 g

Manteiga sem sal

120 g

Açúcar refinado

100 g

Manteiga p/ untar

30 g

Açúcar de confeiteiro p/ polvilhar

60 g

Papel alumínio

para enrolar o salame

Modo de Preparo:
1. Aqueça a manteiga em banho maria.
2. Derreta o chocolate picado na manteiga aquecida.
3. Triture o biscoito no processador, deixe 6 unidades em pedaços grandes.
4. Misture o açúcar, o chocolate derretido, o chocolate em pó e o biscoito triturado, amasse bem para formar uma massa homogênea.
5. Acrescente os pedaços de biscoitos maiores e misture bem a massa.
6. Unte a folha de papel alumínio com a manteiga, polvilhe com o açúcar de confeiteiro.
7. Coloque a massa sobre a folha. Enrole dando o formato de um salame. Amarre as laterais do papel alumínio.
8. Leve ao freezer por 4 horas.
9. Retire do freezer, retire o papel e corte o salame em fatias.
salame de chocolate  Chef Cris Leite

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Pudim de Leite…Hummmm!

Pudim de leite condensado faz parte dos sabores de infância de quase todo mundo. Trouxe a receita do pudim de leite que minha amiga Luisa Argento prepara. Sou uma especialista em pudins (adoro muito), nunca comi um pudim mais gostoso que o preparado pela Lu. Detalhe importante: Luisa não utiliza o liquidificador. Pode ser esse o segredo. Experimente!

Pudim de Leite da Lu

Equipamentos

Balança, fogão, forno.

Utensílios

Bowl, colher, facas, fuet, panela, peneira, forma.

Rendimento

12 porções

Ingredientes:

Quantidade:

Leite condensado

2 latas de 395 g

Leite integral

395 ml

Ovos

4 unidades

Calda:

 

Açúcar refinado

360 g

Água

180 ml

Modo de Preparo:
1. Calda: Misture o açúcar com a água. Leve ao fogo e não mexa até começar a caramelizar. calda pronta
2. Passe os ovos pela peneira.
ovos pela peneira
3. Bata os ovos com o fuet.
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3. Junte o leite condensado e misture bem com os ovos. 
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4. Junte o leite integral e misture bem.
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5. Coloque o pudim na forma já caramelizada.
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6. Leve o pudim ao forno a 200ºC em banho maria. Asse por cerca de 90 minutos.
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7. Desenforme frio.
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Dicas da Luisa:
1. Para um pudim bem lisinho deve-se bater os ovos devagar.
2. Coloque o pudim na forma com a calda pronta e morna.
3. O ingrediente principal do pudim é o carinho.

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quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Batata Frita

Tem sabor de infância, de férias, de alegria…

batatas_fritas

As minhas lembranças de batata frita são maravilhosas. Minha mãe usava a gostosura como moeda. Fritava um prato cheio pra cada filho, sempre aos sábados, era uma recompensa pelo bom comportamento durante a semana. Só que não me recordo de ficarmos nenhum fim de semana sem a delícia, será que nos comportávamos sempre bem? Um sábado disse pra ela que poderia comer vinte quilos que não enjoaria. Minha mãe me respondeu: “Sente aí, vou começar a fritar!” Claro que minha mãe não ia fritar tuoda aquela quantidade, queria mesmo educar a filha gulosa. No segundo prato eu já estava pedindo arrego. Ficou a lição de não comer com os olhos… Hoje em dia nem sou tão louca assim por essa delícia de infância, mas sempre que saboreio…hum! Me lembro daqueles sábados de festa!

batata frita crocante

Curiosidade - Museu da Batata Frita

A batata frita tem um museu: o Frietmuseum fica na Bélgica, cidade de Bruges, próximo a Bruxelas. Quem visita o museu pode ver a história da batata e também provar alguns pratos feitos a base de batata e tem até sobremesa de batata frita.

MUseu da batata frita

BATATA FRITA
Equipamentos Balança, fogão.
Utensílios Bowl, faca, peneira, panela.
Rendimentos 4 porções
Insumos:

Ingredientes

Quantidade

Batata inglesa

1 kg

Óleo de soja

600 ml

Sal refinado

a gosto

Modo de Preparo:

1. Descasque as batatas.fritas passo a passo

2. Corte em formato palito - corte rodelas com cerca de 1 cm e fatie as rodelas. fritas2

3. Coloque água em uma panela e deixe no fogo até começar a ferver.

4. Coloque as batatas já cortadas dentro da água fervente e deixe  de 3 a 5 minutos.

5. Retire da água fervente e coloque em tigela com gelo para para a cocção.
6. Escorra as batatas e coloque sonbre um pano limpo e seco.
fritas passo a passo-1

7. Coloque o óleo em frigideira funda para esquentar.

8. Quando a temperatura do óleo estiver bem alta, junte as batatas.
batata fritando
9. Retire as batatas quando estiverem fritas com uma escumadeira. Coloque sobre papel absorvente para escorrer a gordura.
fritas
10. Tempere com sal.

imageChef Cris Leite 

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Marina Maggessi – lembranças gastronômicas cor de rosa

Jornalista, policial, deputada, é polêmica, é verdadeira, é dócil, é fiel, uma mulher de garra e força, essa é Marina Maggessi, uma amiga muito querida. Quem conhece Marina sabe que ela é uma cozinheira de mão cheia. Com certeza esse dote foi moldado pela mãe e pela avó durante sua infância recheada de sabores.

Marina Magessi

Não podia faltar lembrança da comida preferida de infância. Nesse trecho do livro “Dura na Queda’  Marina expõe com muita emoção sua memória gastronômica. Lembra do prato que sua mãe preparava pra ela nos seus aniversários:

Coração Rosa

“…Não tinha jeito. O único dia do ano em que eu ganhava o coração rosa de minha mãe era no meu aniversário. Contava os dias para ter esse privilégio. E minha mãe caprichava. Fazia para mim de presente uma comida que amo até hoje: surpresinha de legumes. Ela picava cenoura, chuchu e vagem. Batia claras em neve, coisa básica do suflê. Farinha de trigo, água, botava bastante queijo parmesão e misturava tudo. Finalizava com farinha de rosca por cima e colocava no forno. Que delícia! Saía quentinho, com o queijo derretido. Até hoje mamãe faz essa comida, mas não tem o mesmo sabor. Ela deve ter perdido a mão para cozinhar…”

 Surpresinha de Legumes

(Suflê de legumes)

Equipamentos

Balança analítica, batedeira, fogão, forno.

Utensílios

Bowl, colher, faca, fuet, panela, refratário.

Rendimento

4 porções

Insumos:

Ingredientes

Quantidade

Vagem macarrão

200 g

Cenoura

200 g

Chuchu

200 g

Claras

2 unidades

Manteiga

p/ untar

Farinha de rosca

p/ untar

Queijo parmesão ralado

p/ polvilhar

Sal refinado

a gosto

Creme:

 

Leite integral

  500 ml 

Farinha de trigo

50 g

Manteiga sem sal

50 g

Queijo parmesão ralado

100 g

Nos moscada ralada

a gosto

Sal refinado

a gosto

Modo de Preparo:

1. Corte os legumes em cubos de 2 centímetros. Cozinhe em água e sal.

2. Creme: Em panela grande derreta a manteiga, mantenha a chama do fogão baixa, quando começar a aparecer uma espuma esbranquiçada, adicione o leite frio, misture rapidamente. Mexendo sempre para dissolver a farinha no leite, deixe engrossar o creme. Acrescente o queijo, tempere com sal, pimenta e noz-moscada. Deixe esfriar.

3. Bata as claras em neve.

4. Envolva os legumes com o creme,  Adicione as claras e misture delicadamente.

5. Unte o refratário e polvilhe com a farinha de rosca, Coloque o suflê de legumes, polvilhe com o queijo ralado.

6. Leve ao forno a 200ºC por 25 minutos.

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Chef Cris Leite

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Carta pra uma Chef com uma missão

Gabi Zanini Hoffmann, talentosa jornalista, escritora, fez também faculdade de cinema. Trabalhamos juntas em grandes e desafiadores eventos. Passávamos nossas noites na preparação dos jantares e coquetéis sem sentir. O seu humor inteligente não deixava o cansaço chegar na equipe. Depois de ler essa carta, vocês entenderão porque eu me tornei amiga dessa pessoinha tão especial!
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“Minha querida amiga, você me pergunta sobre os felizes sabores da infância e prontamente eu penso em vários dos quais ainda posso sentir gosto e aroma, de tão marcantes.
Abro um sorriso largo.
Então me recordo que sabores de infância podem ser divididos em duas categorias: os que têm repeteco e os que não têm repeteco.
Aí tenho vontade de chorar.
Assim como o tempo apura nosso paladar, ele também nos ensina a segurar o choro. Mas no que diz respeito à comida, comigo é assim: falou em algo que não tem repeteco, as lágrimas vêm. Devem ser as mesmas lágrimas inibidas pelas ofertas de gostosuras, que na época cederam à chantagem gastronômica, agora querendo vingança.
É a avó que já não tem mais tempo para fazer os quitutes (ah, vovozinha, que saudade da época em que sua maior preocupação era a empresa “Netinhos S/A”...), o restaurante que ficou em outra cidade, o bar que fechou e virou prédio de luxo (ah, o bolinho de aipim do Caneco 70!), a cozinheira que pediu as contas depois de tantos anos te alimentando de um tempero acidental, dos bolos mais feios que você já viu (nunca julgue um livro pela capa!) e daquele maravilhoso quindão que sempre se espalhava pela travessa, de forma que, por fim, todos pegassem “colheradas” do doce, e não mais fatias...
caneco 70
E, por último, a categoria dos doces sabores industrializados da infância que não voltam mais.
doces 80
Querida Chef, você já parou para pensar na quantidade de guloseimas industrializadas que aprendemos a amar de pequenos, seja por culpa de pais sem tempo para cozinhar, de campanhas publicitárias que já eram muito eficientes antes do Marketing virar moda (quem nunca comeu Danoninho com o dedo? Pediu pra mãe geléia de mocotó Colombo lembrando que ela ficaria com o copo?) ou da compatibilidade entre “o paladar do ser em desenvolvimento” e “anilinas + açúcar + conservantes”?
 Ice POP
Brava guerreira da cozinha (e amiga caridosa), te convoco para uma nobre missão: recuperar dos destroços das guerras de mercado as maravilhosas receitas descartadas pelas indústrias alimentícias que, desalmadamente, nos conquistam o apreço para depois nos deixarem órfãos!
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Descubra-se uma fórmula caseira para o meu inesquecível Danoninho de mel e para o Chantibon! Para as comidinhas das crianças que moram nas pessoas já grandes, como a queijadinha Panco, que durante anos foi meu conforto em crises de sinusite, a única coisa que tinha vontade de comer! Para o biscoito Grisbi de limão, que me consolou quando a queijadinha sumiu, para depois sumir também!
panco
Parece loucura, uma vez que esses produtos tentavam, em 1º lugar, imitar uma receita caseira? Mas é aí que está o mistério do sabor da infância: eles muitas vezes passaram a ser mais queridos que a receita original...
Nossa vingança será humanizá-los e disponibilizá-los democraticamente, livrando-os das lógicas de mercado e das intervenções químicas!
Se você topasse a gincana, Cris, poderia te explicar a textura e gosto de tudo isso.
picole-fura-bolo
Se você vencesse a gincana, Cris, daria uma pequena grande lição moral na indústria, criaria guloseimas melhores ainda, veria mais uma vez uma comensal chorar de emoção e alimentaria de novos sabores de infância uma geração de velhas crianças.”
                                                                              Gabi Zanini Hoffmann

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Bolo de Fubá com sabor de felicidade

Esse bolo de fubá faz parte da coleção de sabores especiais da minha infância! Sou filha de uma mulher prá lá de especial. Observava encantada minha mãe cozinhando, tudo que ela fazia era gostoso. Hoje eu sei o quanto a preparação desse bolo aguçou a vivacidade dos meus sentidos para a gastronomia. Ouvir o barulho da batedeira despertava minha atenção, depois, a delícia de poder untar e enfarinhar a forma, atividade que eu fazia impecavelmente. Ficava esperando o aroma que o bolo assando espalhava na casa, cheiro de felicidade no ar! Comer bolo de milho no café da tarde, entre minhas tias, minha madrinha, meus irmãos… Ui que saudade que dá!

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Com certeza minha mãe faz esse bolo de olhos fechados. Eu  também, só pra reviver todas as sensações que ele me proporcionou. Mariinha (uma das “zentas” maneiras que eu carinhosamente chamo minha mãe) me ensinou muitas coisas, umas das principais lições foi cozinhar por prazer, usando um ingrediente fundamental: o coração! Mãezinha linda,OBRIGADA!                 
CORUJA...

BOLO DA MARIINHA

Equipamentos

Balança analítica, batedeira, forno.

Utensílios

Bowl, colher de polietileno, faca, forma, peneira.

Rendimento

12 porções

Insumos:

Ingredientes

Quantidade

Fubá de milho

480 g

Farinha de trigo

240 g

Ovos

3 unidades

Açúcar refinado

600 g

Coco ralado

100 g

Fermento em pó

20 g

Manteiga sem sal

150 g

Leite integral

240 ml

Segredinho: a calda

 

Leite integral

160 ml

Açúcar refinado

60 g

Coco ralado

Para polvilhar

Procedimentos Operacionais:

1. Pese os insumos

2. Peneire o açúcar, a farinha de trigo e o fubá de milho.

3. Bata as claras em neve. Reserve.

4. Bater a manteiga com o açúcar e as gemas até dobrar de volume.

5. Acrescente aos poucos a farinha de trigo, o fubá, o coco, o fermento e o leite.

6. Desligue a batedeira,  incorpore as claras batidas delicadamente à massa.

7. Unte e enfarinhe a forma. Coloque a massa do bolo na forma. Leve ao forno pré-aquecido a 180°C por 40 minutos.

8. Quando o bolo estiver assado, retire do forno ainda quente, regue o bolo com a calda. Desenforme morno, polvilhe com o coco ralado. 
 

O ministério da saúde recomenda: comer esse bolo faz bem pra alma!


Chef Cris Leite

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Nuvem de Tapioca

Essa receita eu dedico pra minha aluna Solange. Quando ela experimentou o “pudim” ficou muito emocionada e me disse: “Estou sentindo gostinho de felicidade, esse sabor de nuvem de tapioca só a minha avó sabia fazer!” O nome da receita era Pudim de Tapioca, depois que Solange comeu eu batizei de nuvem…

Pudim de Tapioca

O que eu mais amo nessa profissão é poder proporcionar esses sentimentos nas pessoas. Adoro observar a expressão de contentamento delas ao degustar gostosuras como essa. É sempre muito lindo!

NUVEM DE TAPIOCA

Equipamentos

Balança analítica, fogão, forno.

Utensílios

Bowl, colher de polietileno, panela, forma.

Rendimento 8 porções

farinha tapioca

Ingredientes

Quantidade

Farinha de tapioca do norte

200 g

Leite condensado

400 g

Creme de leite

200 g

Leite de coco

200 ml

Ovos

2 unidades

Açúcar refinado

P/ caramelizar a forma

Modo de Preparo:
1. Em um bowl, coloque a tapioca de molho no leite de coco por 30 minutos para hidratar.
2. Misture as gemas, o leite condensado, o creme de leite, adicione a tapioca já hidratada.
3. Bata as claras em neve. Incorpore as claras batidas delicadamente à massa.
4. Caramelize a forma.
5. Despeje o pudim e leve para assar em banho-maria em forno a 200ºC por 40 minutos. Desenforme morno.

Pudim tapioca Cris


Chef Cris Leite

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Iogurtinho com sabor de infância da Chef Rachel

Trabalhar na área de gastronomia me possibilitou conhecer muitas pessoas e fazer novos amigos. A Chef Rachel é uma delas. Um dia ela entrou em contato comigo pra saber sobre os meus cursos. Depois de conversarmos me falou do seu site: www.quitutes.com 

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Dias depois acessei e gostei de cara! A maneira como ela apresenta o seu trabalho é suave, tudo muito delicado! Começamos a trocar emails, depois algumas receitas, fotos, dicas pra cá, dicas pra lá, e, quando demos conta já éramos amigas! Claro que temos em comum a paixão pelos sabores, mas tenho certeza que essa amizade vai longe... Essa Chef que também é jornalista tem mãos de fada! Consegue transformar doces em verdadeiras jóias! Ela prepara bem-casados, chutneys , cakes, brigadeiros… Hummm! São delícias de viver!

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Ela mandou essa receita de iogurtinho com sabor de infância! Tenho certeza que vocês vão adorar!

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IOGURTINHO DA RACHEL

Equipamentos

Balança analítica, liquidificador.

Utensílios

Bowl, colher de polietileno, copinhos.

Rendimento

15 unidades

Insumos:

Ingredientes

Quantidade

Creme de leite sem soro

600 g (2 latas)

Leite condensado

395 g (1 lata)

Iogurte natural

200 g (1 pote)

Suco em pó sabor morango

35 g (1 envelope)

Morango fresco

Para decorar

Procedimentos Operacionais:

1. Num liquidificador, bata o creme de leite gelado e sem o soro, o leite condensado, o iogurte natural e o suco em pó.

2. Transfira para uma tigela, tampe e leva para a geladeira por 30 minutos. Decore com morango fresco.

Obs.: Pode ser servido em copinhos ou taças individuais.

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