quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Batata Frita

Tem sabor de infância, de férias, de alegria…

batatas_fritas

As minhas lembranças de batata frita são maravilhosas. Minha mãe usava a gostosura como moeda. Fritava um prato cheio pra cada filho, sempre aos sábados, era uma recompensa pelo bom comportamento durante a semana. Só que não me recordo de ficarmos nenhum fim de semana sem a delícia, será que nos comportávamos sempre bem? Um sábado disse pra ela que poderia comer vinte quilos que não enjoaria. Minha mãe me respondeu: “Sente aí, vou começar a fritar!” Claro que minha mãe não ia fritar tuoda aquela quantidade, queria mesmo educar a filha gulosa. No segundo prato eu já estava pedindo arrego. Ficou a lição de não comer com os olhos… Hoje em dia nem sou tão louca assim por essa delícia de infância, mas sempre que saboreio…hum! Me lembro daqueles sábados de festa!

batata frita crocante

Curiosidade - Museu da Batata Frita

A batata frita tem um museu: o Frietmuseum fica na Bélgica, cidade de Bruges, próximo a Bruxelas. Quem visita o museu pode ver a história da batata e também provar alguns pratos feitos a base de batata e tem até sobremesa de batata frita.

MUseu da batata frita

BATATA FRITA
Equipamentos Balança, fogão.
Utensílios Bowl, faca, peneira, panela.
Rendimentos 4 porções
Insumos:

Ingredientes

Quantidade

Batata inglesa

1 kg

Óleo de soja

600 ml

Sal refinado

a gosto

Modo de Preparo:

1. Descasque as batatas.fritas passo a passo

2. Corte em formato palito - corte rodelas com cerca de 1 cm e fatie as rodelas. fritas2

3. Coloque água em uma panela e deixe no fogo até começar a ferver.

4. Coloque as batatas já cortadas dentro da água fervente e deixe  de 3 a 5 minutos.

5. Retire da água fervente e coloque em tigela com gelo para para a cocção.
6. Escorra as batatas e coloque sonbre um pano limpo e seco.
fritas passo a passo-1

7. Coloque o óleo em frigideira funda para esquentar.

8. Quando a temperatura do óleo estiver bem alta, junte as batatas.
batata fritando
9. Retire as batatas quando estiverem fritas com uma escumadeira. Coloque sobre papel absorvente para escorrer a gordura.
fritas
10. Tempere com sal.

imageChef Cris Leite 

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Marina Maggessi – lembranças gastronômicas cor de rosa

Jornalista, policial, deputada, é polêmica, é verdadeira, é dócil, é fiel, uma mulher de garra e força, essa é Marina Maggessi, uma amiga muito querida. Quem conhece Marina sabe que ela é uma cozinheira de mão cheia. Com certeza esse dote foi moldado pela mãe e pela avó durante sua infância recheada de sabores.

Marina Magessi

Não podia faltar lembrança da comida preferida de infância. Nesse trecho do livro “Dura na Queda’  Marina expõe com muita emoção sua memória gastronômica. Lembra do prato que sua mãe preparava pra ela nos seus aniversários:

Coração Rosa

“…Não tinha jeito. O único dia do ano em que eu ganhava o coração rosa de minha mãe era no meu aniversário. Contava os dias para ter esse privilégio. E minha mãe caprichava. Fazia para mim de presente uma comida que amo até hoje: surpresinha de legumes. Ela picava cenoura, chuchu e vagem. Batia claras em neve, coisa básica do suflê. Farinha de trigo, água, botava bastante queijo parmesão e misturava tudo. Finalizava com farinha de rosca por cima e colocava no forno. Que delícia! Saía quentinho, com o queijo derretido. Até hoje mamãe faz essa comida, mas não tem o mesmo sabor. Ela deve ter perdido a mão para cozinhar…”

 Surpresinha de Legumes

(Suflê de legumes)

Equipamentos

Balança analítica, batedeira, fogão, forno.

Utensílios

Bowl, colher, faca, fuet, panela, refratário.

Rendimento

4 porções

Insumos:

Ingredientes

Quantidade

Vagem macarrão

200 g

Cenoura

200 g

Chuchu

200 g

Claras

2 unidades

Manteiga

p/ untar

Farinha de rosca

p/ untar

Queijo parmesão ralado

p/ polvilhar

Sal refinado

a gosto

Creme:

 

Leite integral

  500 ml 

Farinha de trigo

50 g

Manteiga sem sal

50 g

Queijo parmesão ralado

100 g

Nos moscada ralada

a gosto

Sal refinado

a gosto

Modo de Preparo:

1. Corte os legumes em cubos de 2 centímetros. Cozinhe em água e sal.

2. Creme: Em panela grande derreta a manteiga, mantenha a chama do fogão baixa, quando começar a aparecer uma espuma esbranquiçada, adicione o leite frio, misture rapidamente. Mexendo sempre para dissolver a farinha no leite, deixe engrossar o creme. Acrescente o queijo, tempere com sal, pimenta e noz-moscada. Deixe esfriar.

3. Bata as claras em neve.

4. Envolva os legumes com o creme,  Adicione as claras e misture delicadamente.

5. Unte o refratário e polvilhe com a farinha de rosca, Coloque o suflê de legumes, polvilhe com o queijo ralado.

6. Leve ao forno a 200ºC por 25 minutos.

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Chef Cris Leite

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Carta pra uma Chef com uma missão

Gabi Zanini Hoffmann, talentosa jornalista, escritora, fez também faculdade de cinema. Trabalhamos juntas em grandes e desafiadores eventos. Passávamos nossas noites na preparação dos jantares e coquetéis sem sentir. O seu humor inteligente não deixava o cansaço chegar na equipe. Depois de ler essa carta, vocês entenderão porque eu me tornei amiga dessa pessoinha tão especial!
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“Minha querida amiga, você me pergunta sobre os felizes sabores da infância e prontamente eu penso em vários dos quais ainda posso sentir gosto e aroma, de tão marcantes.
Abro um sorriso largo.
Então me recordo que sabores de infância podem ser divididos em duas categorias: os que têm repeteco e os que não têm repeteco.
Aí tenho vontade de chorar.
Assim como o tempo apura nosso paladar, ele também nos ensina a segurar o choro. Mas no que diz respeito à comida, comigo é assim: falou em algo que não tem repeteco, as lágrimas vêm. Devem ser as mesmas lágrimas inibidas pelas ofertas de gostosuras, que na época cederam à chantagem gastronômica, agora querendo vingança.
É a avó que já não tem mais tempo para fazer os quitutes (ah, vovozinha, que saudade da época em que sua maior preocupação era a empresa “Netinhos S/A”...), o restaurante que ficou em outra cidade, o bar que fechou e virou prédio de luxo (ah, o bolinho de aipim do Caneco 70!), a cozinheira que pediu as contas depois de tantos anos te alimentando de um tempero acidental, dos bolos mais feios que você já viu (nunca julgue um livro pela capa!) e daquele maravilhoso quindão que sempre se espalhava pela travessa, de forma que, por fim, todos pegassem “colheradas” do doce, e não mais fatias...
caneco 70
E, por último, a categoria dos doces sabores industrializados da infância que não voltam mais.
doces 80
Querida Chef, você já parou para pensar na quantidade de guloseimas industrializadas que aprendemos a amar de pequenos, seja por culpa de pais sem tempo para cozinhar, de campanhas publicitárias que já eram muito eficientes antes do Marketing virar moda (quem nunca comeu Danoninho com o dedo? Pediu pra mãe geléia de mocotó Colombo lembrando que ela ficaria com o copo?) ou da compatibilidade entre “o paladar do ser em desenvolvimento” e “anilinas + açúcar + conservantes”?
 Ice POP
Brava guerreira da cozinha (e amiga caridosa), te convoco para uma nobre missão: recuperar dos destroços das guerras de mercado as maravilhosas receitas descartadas pelas indústrias alimentícias que, desalmadamente, nos conquistam o apreço para depois nos deixarem órfãos!
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Descubra-se uma fórmula caseira para o meu inesquecível Danoninho de mel e para o Chantibon! Para as comidinhas das crianças que moram nas pessoas já grandes, como a queijadinha Panco, que durante anos foi meu conforto em crises de sinusite, a única coisa que tinha vontade de comer! Para o biscoito Grisbi de limão, que me consolou quando a queijadinha sumiu, para depois sumir também!
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Parece loucura, uma vez que esses produtos tentavam, em 1º lugar, imitar uma receita caseira? Mas é aí que está o mistério do sabor da infância: eles muitas vezes passaram a ser mais queridos que a receita original...
Nossa vingança será humanizá-los e disponibilizá-los democraticamente, livrando-os das lógicas de mercado e das intervenções químicas!
Se você topasse a gincana, Cris, poderia te explicar a textura e gosto de tudo isso.
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Se você vencesse a gincana, Cris, daria uma pequena grande lição moral na indústria, criaria guloseimas melhores ainda, veria mais uma vez uma comensal chorar de emoção e alimentaria de novos sabores de infância uma geração de velhas crianças.”
                                                                              Gabi Zanini Hoffmann

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Bolo de Fubá com sabor de felicidade

Esse bolo de fubá faz parte da coleção de sabores especiais da minha infância! Sou filha de uma mulher prá lá de especial. Observava encantada minha mãe cozinhando, tudo que ela fazia era gostoso. Hoje eu sei o quanto a preparação desse bolo aguçou a vivacidade dos meus sentidos para a gastronomia. Ouvir o barulho da batedeira despertava minha atenção, depois, a delícia de poder untar e enfarinhar a forma, atividade que eu fazia impecavelmente. Ficava esperando o aroma que o bolo assando espalhava na casa, cheiro de felicidade no ar! Comer bolo de milho no café da tarde, entre minhas tias, minha madrinha, meus irmãos… Ui que saudade que dá!

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Com certeza minha mãe faz esse bolo de olhos fechados. Eu  também, só pra reviver todas as sensações que ele me proporcionou. Mariinha (uma das “zentas” maneiras que eu carinhosamente chamo minha mãe) me ensinou muitas coisas, umas das principais lições foi cozinhar por prazer, usando um ingrediente fundamental: o coração! Mãezinha linda,OBRIGADA!                 
CORUJA...

BOLO DA MARIINHA

Equipamentos

Balança analítica, batedeira, forno.

Utensílios

Bowl, colher de polietileno, faca, forma, peneira.

Rendimento

12 porções

Insumos:

Ingredientes

Quantidade

Fubá de milho

480 g

Farinha de trigo

240 g

Ovos

3 unidades

Açúcar refinado

600 g

Coco ralado

100 g

Fermento em pó

20 g

Manteiga sem sal

150 g

Leite integral

240 ml

Segredinho: a calda

 

Leite integral

160 ml

Açúcar refinado

60 g

Coco ralado

Para polvilhar

Procedimentos Operacionais:

1. Pese os insumos

2. Peneire o açúcar, a farinha de trigo e o fubá de milho.

3. Bata as claras em neve. Reserve.

4. Bater a manteiga com o açúcar e as gemas até dobrar de volume.

5. Acrescente aos poucos a farinha de trigo, o fubá, o coco, o fermento e o leite.

6. Desligue a batedeira,  incorpore as claras batidas delicadamente à massa.

7. Unte e enfarinhe a forma. Coloque a massa do bolo na forma. Leve ao forno pré-aquecido a 180°C por 40 minutos.

8. Quando o bolo estiver assado, retire do forno ainda quente, regue o bolo com a calda. Desenforme morno, polvilhe com o coco ralado. 
 

O ministério da saúde recomenda: comer esse bolo faz bem pra alma!


Chef Cris Leite

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Nuvem de Tapioca

Essa receita eu dedico pra minha aluna Solange. Quando ela experimentou o “pudim” ficou muito emocionada e me disse: “Estou sentindo gostinho de felicidade, esse sabor de nuvem de tapioca só a minha avó sabia fazer!” O nome da receita era Pudim de Tapioca, depois que Solange comeu eu batizei de nuvem…

Pudim de Tapioca

O que eu mais amo nessa profissão é poder proporcionar esses sentimentos nas pessoas. Adoro observar a expressão de contentamento delas ao degustar gostosuras como essa. É sempre muito lindo!

NUVEM DE TAPIOCA

Equipamentos

Balança analítica, fogão, forno.

Utensílios

Bowl, colher de polietileno, panela, forma.

Rendimento 8 porções

farinha tapioca

Ingredientes

Quantidade

Farinha de tapioca do norte

200 g

Leite condensado

400 g

Creme de leite

200 g

Leite de coco

200 ml

Ovos

2 unidades

Açúcar refinado

P/ caramelizar a forma

Modo de Preparo:
1. Em um bowl, coloque a tapioca de molho no leite de coco por 30 minutos para hidratar.
2. Misture as gemas, o leite condensado, o creme de leite, adicione a tapioca já hidratada.
3. Bata as claras em neve. Incorpore as claras batidas delicadamente à massa.
4. Caramelize a forma.
5. Despeje o pudim e leve para assar em banho-maria em forno a 200ºC por 40 minutos. Desenforme morno.

Pudim tapioca Cris


Chef Cris Leite

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Iogurtinho com sabor de infância da Chef Rachel

Trabalhar na área de gastronomia me possibilitou conhecer muitas pessoas e fazer novos amigos. A Chef Rachel é uma delas. Um dia ela entrou em contato comigo pra saber sobre os meus cursos. Depois de conversarmos me falou do seu site: www.quitutes.com 

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Dias depois acessei e gostei de cara! A maneira como ela apresenta o seu trabalho é suave, tudo muito delicado! Começamos a trocar emails, depois algumas receitas, fotos, dicas pra cá, dicas pra lá, e, quando demos conta já éramos amigas! Claro que temos em comum a paixão pelos sabores, mas tenho certeza que essa amizade vai longe... Essa Chef que também é jornalista tem mãos de fada! Consegue transformar doces em verdadeiras jóias! Ela prepara bem-casados, chutneys , cakes, brigadeiros… Hummm! São delícias de viver!

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Ela mandou essa receita de iogurtinho com sabor de infância! Tenho certeza que vocês vão adorar!

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IOGURTINHO DA RACHEL

Equipamentos

Balança analítica, liquidificador.

Utensílios

Bowl, colher de polietileno, copinhos.

Rendimento

15 unidades

Insumos:

Ingredientes

Quantidade

Creme de leite sem soro

600 g (2 latas)

Leite condensado

395 g (1 lata)

Iogurte natural

200 g (1 pote)

Suco em pó sabor morango

35 g (1 envelope)

Morango fresco

Para decorar

Procedimentos Operacionais:

1. Num liquidificador, bata o creme de leite gelado e sem o soro, o leite condensado, o iogurte natural e o suco em pó.

2. Transfira para uma tigela, tampe e leva para a geladeira por 30 minutos. Decore com morango fresco.

Obs.: Pode ser servido em copinhos ou taças individuais.

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quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Comida de infância tinha sabor de farinha láctea…

Antes de começar a fazer o blog fiz uma pesquisa com os amigos sobre a comida de infância de cada um. Aos poucos vou postar as respostas. Minha amiga Natalia von Korsch foi uma das primeiras a me responder. Pra ela o sabor da comida de infância é a farinha láctea. Esta receita é dedicada a Natalia e a todos que quiserem viajar nos sabores da infância de farinha láctea!

 

BRIGADEIRO DE FARINHA LÁCTEA

Equipamentos

Balança analítica, fogão, forno.

Utensílios

Bowl, colher de polietileno, panela, prato, tabuleiro.

Rendimento

40 unidades.

Insumos:
Ingredientes
Quantidade

Farinha láctea

100 g

Leite condensado

790 g

Manteiga sem sal

60 g

Cobertura:

Farinha láctea

200 g

Procedimentos Operacionais:
1. Misture o leite condensado, a farinha láctea e a manteiga.

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3. Leve ao fogo baixo, mexendo sempre ate desgrudar do fundo da panela. A textura desse brigadeiro é areada. 

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4. Coloque em uma tigela e deixe esfriar.

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5. Coloque a farinha láctea da cobertura no tabuleiro e leve ao forno a 200º C por 5 minutos para que fique mais crocante.

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6. Faça as bolinhas do brigadeiro, passe pela farinha láctea.

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Chef Cris Leite
Ficou muito bom!!!